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13/09/2018 às 06h33

Barcos marca e Cruzeiro abre vantagem sobre o Palmeiras


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Ex-Palmeiras, Barcos marcou logo aos 5 minutos de jogo (Foto: Ale Vianna/Eleven/Estadão Conteúdo)

Pelo menos no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, o técnico Mano Menezes mostrou estar mais "copeiro" do que Luiz Felipe Scolari. O Cruzeiro bateu o Palmeiras nesta quarta-feira por 1 a 0, no Allianz Parque, ao conseguir um gol aos quatro minutos de partida e passar grande parte do tempo restante na defesa para segurar um resultado importante. No dia 26, no Mineirão, a equipe celeste precisa de um empate para ir à decisão.

Mano Menezes e Felipão travaram o duelo de comandantes com passagem pela seleção brasileira e reputação de especialistas em Copa do Brasil, competição vencida seis vezes pela dupla. O atual campeão do torneio levou a melhor sobre o adversário, que após 12 jogos teve o primeiro resultado insatisfatório. A derrota anterior, para o Cerro Porteño, pela Libertadores, valeu ao time a classificação.

O clima decisivo de semifinal entre os únicos clubes brasileiros que continuam vivos nas três competições esfriou um pouco antes do apito inicial. O Palmeiras havia preparado na arena um mosaico, com pedaços de papel nos assentos para os torcedores erguerem e formarem uma imagem. Porém, como alguns setores mais caros (com ingressos a R$ 350 e R$ 400) estavam vazios, o plano não deu certo.

Em um jogo com tantos ex-cruzeirenses do lado do Palmeiras e vice-versa, o resultado acabou construído por esses personagens. A torcida no Allianz Parque vaiou bastante o agora adversário Egídio e ainda viu logo no começo da partida o gol adversário vir pelos pés de dois ex-palmeirenses. Aos quatro minutos, o meia Robinho deixou Barcos livre para fazer.

O curioso foi que o gol saiu em um contra-ataque logo após Borja quase ter feito 1 a 0. O goleiro Fábio salvou. A desvantagem deixou o Palmeiras bastante apressado para logo empatar. Ainda no primeiro tempo, foram dois chutes e uma bola na trave chutada por Willian, ex-Cruzeiro. O time não foi melhor porque errou muitos passes e prendeu demais a bola durante algumas tentativas.

O Cruzeiro quase fez o segundo antes do intervalo, em outro contra-ataque perigoso. Weverton evitou o gol de Arrascaeta. O susto foi a prova do quanto o Palmeiras estava mal em campo. Desorganizado para marcar e apressado para criar, a equipe via os mineiros atuarem tranquilamente, com disciplina tática e um panorama confortável para desfrutar da vantagem e aguardar o contra-ataque.

Com apenas 45 minutos restantes para reagir, Felipão resolveu no vestiário mudar o time. O volante Thiago Santos saiu para o meia Lucas Lima entrar e tentar melhorar os passes. Logo se viu que o problema do Palmeiras era outro. A equipe continuava muito afoita, sem pensar o jogo. O Cruzeiro se mantinha organizado e só foi ter o primeiro susto aos 18 minutos. Quem finalizou foi o lateral Mayke, ex-cruzeirense.

A pressão palmeirense continuou morna até os 35 minutos. O ponto de virada foi o lateral Edílson ter levado amarelo por toque de mão e, na sequência, o vermelho por reclamação. Estar com um a mais fez o time se sentir ainda mais obrigado a conseguir marcar. De chance mesmo, só teve no fim um quase gol contra de Egídio e um chute na trave de Lucas Lima. No último lance, o time ainda teve um gol anulado por falta duvidosa no goleiro Fábio, o que gerou muitas reclamações dos jogadores.



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